Viva Saúde
Edição 29 - Setembro/2006
 
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  Apendicite

Operar é preciso
 

O tratamento é a cirurgia, por laparoscopia ou convencional. Na laparoscopia são feitos três pequenos cortes em que são introduzidos três hastes ou cânulas de metal através da parede abdominal. Um leva uma microcâmera acoplada e, pelos dois outros, passam os instrumentais cirúrgicos. Realizada a intervenção, os resultados são os mesmos da cirurgia com campo aberto, isto é, com uma incisão de 4 cm a 8 cm no abdômen, sobre o local do apêndice. O tamanho do corte varia em dois casos, por motivos técnicos: se o apêndice é retro-cecal (posicionado atrás do ceco, a parte do intestino em que ele se localiza), ficando escondido - e aí é preciso uma abertura maior para dar mais espaço para o cirurgião remover o apêndice - ou se a pessoa é obesa e a gordura dificulta a visualização do órgão durante a cirurgia.

Em um caso inicial de apendicite, a recuperação é simples. Quando há infecção, torna-se mais difícil, podendo ser necessária a drenagem e haver comprometimento da cicatrização, sem falar no risco para a vida do paciente. A alimentação adequada , o bom senso e o uso de antibióticos são importantes, assim como seguir sempre a orientação do médico. "A laparoscopia é menos invasiva e quase não deixa marcas, mas pode espalhar o processo infeccioso, que está apenas localizado", alerta o cirurgião Fernando Cabral de Menezes.

   

Eles demoraram a se decidir
 
No século passado ficou famoso o caso do astro do cinema mudo norte-americano, Rodolfo Valentino, símbolo sexual dos anos 1920. Ele demorou a operar o apêndice e morreu de peritonite, aos 31 anos. Uma conduta semelhante ficou registrada na história recente do Brasil. Tancredo Neves, o presidente eleito em 1985, teve um processo infeccioso no abdômen e veio a morrer da contaminação resultante da demora em consentir na cirurgia. No caso de Tancredo, houve inflamação do divertículo de Meckel - é como um apêndice, mas no intestino delgado. Normalmente, a diverticulite se trata com repouso, jejum e antibióticos. Mas, quando o processo infeccioso não cessa, é preciso partir para a cirurgia.
 

 


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