1 O QUE É?
Trata-se de um exame-diagnóstico que avalia as condições das glândulas mamárias em um aparelho chamado mamógrafo, que comprime ligeiramente as mamas. Essa pressão durante o processo tem o objetivo de expor as mulheres à radiação pelo menor tempo possível e assim obter resultados de alta qualidade. Há dois tipos de mamografia: a convencional e a digital. Ambos utilizam raio X na produção das imagens. No primeiro, elas são geradas em um filme cassete. Já no segundo método, são computadorizadas. Aliás, o exame digital produz resultados melhores em mamas mais densas, típicas de mulheres com menos de 35 anos.
2 POR QUE
REALIZAR O
EXAME?
A compressão das mamas pelo mamógrafo costuma assustar algumas mulheres que temem a dor durante o procedimento. Mas, na verdade, a maioria não sente dores significantes, apenas um desconforto momentâneo. No entanto, o exame é de suma importância ao diagnóstico precoce do câncer de mama, que é a primeira causa de morte entre as mulheres. Ele é capaz de detectar alterações mínimas, como microcalcificações, tanto nas glândulas mamárias quanto nas axilas. Estudos comprovam sua eficácia no diagnóstico do câncer de mama até dois anos antes de o nódulo tornar-se palpável. E se detectado precocemente as chances de cura deste tumor maligno costumam chegar a 100%.
3 QUANDO DEVE
SER FEITA A
PRIMEIRA
AVALIAÇÃO?
Entre os 35 e 40 anos. Este primeiro exame servirá de base para as avaliações subseqüentes. A periodicidade de sua realização é estipulada pelo próprio médico que levará em conta o resultado da primeira avaliação, as características da mama e o grau de propensão da paciente a desenvolver o mal (como fatores genético e hereditário). Mas, a partir dos
50 anos, quando os
riscos aumentam
significativamente,
a recomendação é que a mamografia seja feita pelo menos anualmente. Vale lembrar que o auto-exame das mamas deve ser feito sempre, desde os 20 anos. Através dele, dá para a mulher detectar possíveis alterações, como nódulos e/ou manchas em suas mamas e axilas. Em caso de alguma suspeita ou alteração, um especialista deve ser consultado.
4 QUAIS OS
CUIDADOS
ANTES DA
MAMOGRAFIA?
No dia, a paciente é orientada a não utilizar creme, talco ou desodorante na região das mamas e axilas. Aconselha-se ainda o uso de roupas com duas peças, para que somente a parte superior seja retirada durante o procedimento. E para as mulheres que já foram submetidas ao exame outras vezes, o ideal é que levem sempre o último resultado para efeito de comparação.
5 É A ÚNICA MANEIRA DE DETECTAR A DOENÇA?
É a principal, mas existem outros exames como ultra-sonografia mamária e ressonância magnética, que são complementares à mamografia, sem substituí-la. Vale lembrar que, cerca de 15% dos casos de câncer de mama não são detectados pela mamografia. Isso ocorre quando não há a formação de nódulos ou quando estes possuem a mesma densidade das mamas, impossibilitando sua visualização.
6 SE A MÃE E A AVÓ TIVERAM A DOENÇA, É NECESSÁRIO SE SUBMETER AO EXAME MAIS PRECOCEMENTE?
Quando a mãe ou a avó foi acometida pela enfermidade após os 60 anos de idade, não há com o que se preocupar. Basta seguir os procedimentos sugeridos à população em geral. Para ser considerado geneticamente transmissível, o câncer deve ter sido adquirido por volta dos 40 anos de idade pela progenitora, pois apenas cerca de 10% dos casos se encaixam nesse perfil. Quando isso acontece, os cuidados com a prevenção devem ser redobrados, já que as chances de a paciente ter a doença aumentam em 80%.
7 AS PRÓTESES DE SILICONE DIFICULTAM A VISUALIZAÇÃO DE UM TUMOR?
Sim. Mas, neste caso, para evitar problemas na imagem, recorre-se à Manobra de Ékland, uma técnica que posiciona a glândula mamária um pouco mais à frente do que o convencional para que a prótese não seja comprimida pelo mamógrafo e sim a mama da mulher.
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Edison Mantovani Barbosa, coordenador da equipe de mastologia do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) |