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Dor nas costas Desde que o ser humano evoluiu e aventurou-se a caminhar de pé, a coluna vertebral não parou mais de sofrer. Hoje, médicos procuram conter essas dores que podem provocar desde incapacidade física até o encurtamento do cérebro
POR DANIELA TALAMONI FOTOS CHRISTIAN PARENTE
Não é à toa que a terapia comportamental- cognitiva, usada antes apenas
para tratar depressão, agora também é adotada em casos de dores nas costas.
Em 12 ou até 20 sessões, o psiquiatra ou psicólogo tenta eliminar os pensamentos
negativos e modificar a interpretação que o paciente tem das suas aflições.
Não que suas queixas sejam ilusórias. Ocorre que os circuitos cerebrais
podem alimentar sensações exageradas, deixando a pessoa cada vez mais
insegura e incapaz de dar a volta por cima. "A terapia parte do pressuposto
de que a forma como a pessoa pensa influi muito em seu modo de agir ou
sentir", explica Francisco Lotufo Neto, professor associado do Departamento
de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.
O caminho da dor
1º Uma postura displicente ou estranha somada ao
estresse e nervosismo é suficiente para desencadear o problema. Imediatamente
há uma contração exagerada dos músculos. Estes, por sua vez, comprimem
os nervos espinhais, que emitem um pedido de socorro ao cérebro.
2º O S.O.S. funciona
assim: O estímulo doloroso é transformado em impulso elétrico e captado
pelos nervos espinhais. Então, através da medula, o sinal chega até o
tálamo, uma região cerebral que tem a função de filtrar e traduzir as
sensações (físicas e emocionais) e de definir a intensidade da dor. Por
fim, o cérebro se encarrega de oferecer ao corpo a percepção e consciência
da dor.
Sinais
de alerta |
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Em geral, as dores nas costas regridem espontaneamente, após seis
semanas, sem a ajuda de remédios ou tratamentos. Há situações, no
entanto, em que o desconforto indica algo mais sério. A consulta médica
é urgente quando:
A dor ultrapassa três meses.
Provoca rigidez na coluna pela manhã.
Começou depois de uma queda ou outro
acidente grave. Vem acompanhada por
sintomas, como febre, calafrios ou suores noturnos.
Acomete crianças, pacientes com anemia
ou pessoas com histórico de câncer.
Estimulou a perda de peso ou do controle
de urina e fezes.
Diminuiu a força muscular nos membros
inferiores. |
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School, a Escola de Coluna |
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Histórico: O método foi desenvolvido
na Suécia, em 1969, no Hospital de Danderyd, pela fisioterapeuta Marianne
Zachirisson-Forssell. Na época, a idéia era de que os trabalhadores
se autoajudassem, tomando cuidados com as costas a partir de aconselhamentos
ergonômicos. Depois disso, foi rapidamente difundido nos países escandinavos,
em outras regiões da Europa e, mais tarde, na América. Objetivo:
Estimular a mudança de postura e um maior controle da dor.
O paciente aprende mais sobre o seu problema e assume a parcela de
responsabilidade no tratamento. Quanto mais ele descobre sobre a razão
de suas queixas, mais fácil fica entendê-las e superá-las.
Metodologia: Cada Escola de Coluna adotou o seu próprio modelo
de ensino. A maioria deles, no entanto, abrange um cronograma básico
que inclui parte teórica - aulas sobre anatomia da coluna vertebral,
tratamentos mais indicados, sinais de alerta, prevenção e orientações
posturais básicas -, bem como parte prática - execução de exercícios
de alongamento, fortalecimento abdominal e de relaxamento para os
músculos dorsais.
Indicação: Hoje é usado para tratar lombalgias mecânicoposturais
crônicas. Mas os especialistas esperam que, em breve, seja adotado
como forma de prevenção aos males nas costas.
Mais informações: Setor de Reumatologia da Unifesp, tel.: (11) 5576-4239
e Universidade Federal da Paraíba, tel. (83) 216-7183. |
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Assistente de foto: Diego Gaiotti. Produção: Patida
Mauad. Assistente de produção: Odete Marietto. Modelo: Nashila Oliveira
(agência Elite The Face). Beleza: Neto Cassab (agência Molinos & Trein).
Arame farpado: Cirino & Samara Ilustrações: Marcelo Garcia PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 | 3 | 4 |
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