Medo de ser Mãe Gravidez é espera, ansiedade e temor. No entanto, se a angústia se transformar em uma enorme tristeza e num desprezo pelo recém-nascido, pode ser sinal de depressão pós-parto
Por Fernanda Emmerick / Ilustração Melissa Lagôa
Toda aquela expectativa da chegada do bebê nem sempre é só flores, berços ou mamadeiras. Muitas mamães, principalmente as de primeira viagem, não conseguem lidar com a angústia e ansiedade comuns do momento. Por isso, é importante ficar atento às transformações comportamentais e psicológicas para que a magia da gravidez não seja substituída por uma fase conturbada e cheia de lágrimas e rejeição.
A depressão, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), atinge 121 milhões de pessoas no mundo e 17 milhões só no Brasil. A psicanálise não diferencia a "comum" da pós-parto, que acomete entre 10% a 20% das brasileiras, pois o que as distingue é o objeto que desencadeia tal abatimento. No segundo caso, ela aparece depois de três ou quatro semanas após o nascimento do neném, ou seja, no período puerperal.
Entretanto, os sinais apresentados nessa fase que deveria ser tão especial são os mesmos da depressão "comum". "Os principais sintomas visíveis são a falta de cuidado consigo mesma e com o bebê, a ausência de higiene, constante expressão de tristeza, facilidade de chorar e alterações graves no sono, humor e apetite", afirma Araceli Albino, psicanalista e presidente do Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo.
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O perfil daquelas que sofrem ou sofreram desse mal costuma ser de alguém com baixa autoestima, que não sabe enfrentar perdas, além de quem passou por problemas de infertilidade e busca uma completude ao engravidar. Essa mãe, então, não suportará perder tal laço, o que acaba desencadeando um esmorecimento passageiro e leve ou mesmo uma profunda melancolia. "No entanto, é importante não confundir com o baby blues, etapa normal que acontece logo no terceiro ou quarto dia após o nascimento do filho e é caracterizada por uma tristeza discreta e apenas uma dificuldade para dormir e comer", explica Gustavo Kroger, ginecologista da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Os principais sintomas são a a ausência de higiene, constante expressão de tristeza, facilidade de chorar e alterações graves no sono, humor e também apetite
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10 coisas que você pode fazer para ajudar quem tem depressão Conheça os alimentos que contribuem para a formação da gordura abdominal e tente evitá-los:
1. Conversar e explicar para a mãe que se trata de uma mudança e que ela será capaz de cuidar bem do filho 2. Deixar claro que a família a apoiará nesse momento, mas que um tratamento psiquiátrico é fundamental para o processo 3. Mostrar que a medicação na depressão é tão importante quanto tomar remédios para uma gripe ou cuidar de uma perna quebrada 4. Pedir para que a pessoa fale abertamente sobre todos seus medos e pensamentos, sem se preocupar com julgamentos daqueles ao seu redor. 5. Convidar a pessoa para fazer parte de sua rotina. Solicitar a companhia dela para almoçar, fazer compras ou exercícios físicos 6. Fazer com que a mãe ganhe conhecimento do seu problema. Dê a ela livros, reportagens e textos 7. Incentivar que a progenitora faça alguma atividade física periodicamente, para assim liberar endorfina, uma substância que é reduzida naqueles com depressão 8. Apontar a importância do cuidado com a alimentação e dos benefícios de evitar alimentos que colaborem com o mal, como aqueles que são mais ricos em gordura 9. Estimular que ela mantenha uma vida social e constantemente ativa, saindo com amigos, familiares etc 10 Contar casos de pessoas conhecidas ou públicas que também enfrentaram o mal e conseguiram superar. Será uma forma de tranquilizá-la e expor que qualquer um pode passar pelo mesmo |
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