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Edição 105 | EXPEDIENTE
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  De volta às aulas
Seja para adquirir novos conhecimentos ou seguir um novo rumo profissional, muita gente decide retomar os estudos na maturidade. Independentemente dos objetivos, todos esses alunos ampliam os horizontes, exercitam a mente, melhoram a auto-estima e dão um upgrade na saúde

POR EULINA OLIVEIRA

FOTOS: ANDRÉ MOURA E ANNA PEISL/ZEFA/CORBIS

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Público exigente
"Pessoas mais velhas levam a sério a decisão de retomar os estudos, são mais exigentes e quase não faltam às aulas", afifirma a psicóloga Ana Fraiman (SP), que trabalha na aplicação de cursos de desenvolvimento pessoal na maturidade. Voltar a estudar após os 50 ou 60 anos pode se transformar em uma experiência fascinante.

"O aluno volta a se encantar com ele mesmo e busca se superar ao redescobrir capacidades e até novas habilidades", comenta. "As pessoas investem nos estudos para desenvolvimento pessoal e para se atualizarem e se manterem no mercado de trabalho", afifirma a psicóloga Lucia França (RJ), especialista na área de envelhecimento. "Um funcionário mais velho atualizado será sempre útil às empresas, pois ele representa a ponte entre o conhecimento e a experiência", explica Lucia, de 51 anos. Ela própria iniciou, aos 45 anos, um doutorado em psicologia social e envelhecimento na Universidade de Auckland (Nova Zelândia). Segundo a psicóloga Ana Fraiman (SP), as mulheres predominam na busca de novos conhecimentos na maturidade. "Elas são mais sociáveis e têm menos preconceito na hora de enfrentar difificuldades", revela. "Já os homens, em geral, não têm tanta coragem de se autodesafifiar e se interessam mais por atividades práticas." O geriatra Fernando Bignardi afifirma que as mulheres são mais propensas a estudar após os 55 anos porque, depois da menopausa, a mulher passa a ter uma vida hormonal estável, e isso faz uma enorme diferença. "É como se ela estivesse começando uma nova vida, pronta para mudanças e desafifios", conclui.

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