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Edição 105 | EXPEDIENTE |
Entenda quando a terapia para acelerar o crescimento da criança é realmente necessária, como ela funciona e o que os pais precisam saber antes de submeter seus fihos ao procedimento POR EULINA OLIVEIRA
Por isso, as visitas rotineiras ao pediatra são tão importantes. Pois, a cada consulta, o médico elabora um gráfico com a curva de crescimento da criança e ainda recorre a uma tabela com a faixa de altura normal (box ao lado) em cada fase da vida. DESCUBRA SE SEU FILHO TEM UMA ESTATURA NORMAL
* Só pode ser utilizada como referência. Uma criança fora da faixa de altura não necessariamente tem problema de crescimento. FONTE: MANUAL DO BEBÊ, DE RUY PUPO FILHO (EDITORA ALEGRO) Com esses dados em mãos, o especialista ainda leva em conta outros fatores importantes para elaborar uma avaliação precisa: checa também a hereditariedade (por exemplo, se os pais são altos), o histórico da gestação, a estatura na hora do nascimento, a alimentação do bebê, entre outros. Mas existem outras situações, nas quais a terapia com o hormônio do crescimento é indicada. Entre elas, os casos de Síndrome de Turner (alteração cromossômica que afeta as meninas e provoca, entre outros problemas, baixa estatura), Síndrome de Silver-Russell (retardo no crescimento intra-uterino, que persiste após o nascimento) e doenças renais crônicas (quando há uma alteração no metabolismo do GH). O uso do hormônio é recomendado, ainda, quando a criança tem Síndrome de Prader-Willy, doença genética que também compromete a altura e é caracterizada pela obesidade. Desvantagens da terapia A terapia com GH pode ter efeitos colaterais como dor de cabeça, aumento da taxa de glicose no sangue, edemas nas extremidades e alteração na cartilagem de crescimento do fêmur, que pode provocar dor. “Em geral, esses sintomas são controláveis”, afirma o endocrinologista Hilton Kuperman. De acordo com Angela Maria Spínola e Castro, o sucesso do tratamento depende da sensibilidade de cada paciente ao hormônio sintético e da dose utilizada. “Alguns podem responder muito bem, enquanto outros, nem tanto.” Além de longa, a terapia com o GH é cara. O tratamento pode custar mais de R$ 1 mil por mês. De acordo com Hilton Kuperman, a rede pública de saúde brasileira disponibiliza o hormônio sintético apenas para casos de deficiência na produção de GH e de Síndrome de Turner. PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2
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