|
||||||
![]() |
|
Edição 105 | EXPEDIENTE |
Ela é exclusiva e infalível para você emagrecer, manter a saúde, evitardoenças, envelhecer mais lentamente e até se sentir mais feliz. A diferença em relação às outras? É que o cardápio já vem escrito no seu DNA POR LOUISE SOTTOMAIOR E DANIELA TALAMONI FOTOS FERNANDO GARDINALI
Durante a vida, os genes que herdamos dos nossos pais (e que determinam as nossas características físicas como cor dos olhos, altura e tipo de cabelo, assim como as doenças a que estamos mais predispostos a desenvolver ao longo da vida) reagem ao meio em que vivemos. Especialistas garantem que nossas escolhas alimentares, por exemplo, são capazes de inibir ou ativar certas partes do nosso código genético. Resultado: os genes podem interagir de maneiras diferentes em cada organismo. Agora, imagine se o seu médico, seu nutricionista ou outro especialista em nutrição pudesse ler e interpretar as informações contidas no seu DNA, a fim de descobrir como exatamente os seus genes, seu metabolismo e seu organismo inteiro respondem a cada nutriente ingerido. Depois, com esses dados em mãos, ele conseguisse prescrever uma dieta exclusiva para você emagrecer sem tanto esforço, não sentir os efeitos da andropausa ou da menopausa, ser mais ativo no trabalho, gostar mais da vida e, de quebra, não ter câncer... Imaginou? Pois a boa notícia é que o caminho para chegar a esse cardápio perfeito está bem próximo - aliás, será uma realidade daqui a míseros três a cinco anos. Quem garante isso é a nutrigenômica, uma ciência revolucionária que estuda a interação entre genes e alimentos. Por meio dela, já se descobriu que certos nutrientes são capazes de alterar a expressão dos genes (alguns têm sua ação estimulada ou inibida e influencia na manifestação ou não da doença, seu desenvolvimento e sua progressão. Ou, ainda, que variações genéticas individuais afetam a forma como os nutrientes são assimilados, metabolizados, armazenados e excretados pelo corpo. Na prática, segundo a pediatra Rosane Caetano, da Universidade de São Paulo (USP), por meio do mapeamento genético de uma criança, por exemplo, a medicina será capaz de identificar sua propensão a desenvolver certas doenças. E a partir daí prescrever uma alimentação exclusiva e capaz de protegê-la.
Exposição a determinados tipos de radiação ou elementos químicos (incluindo poluição e agrotóxicos), além de deficiência de certos nutrientes são alguns deles. De acordo com cientistas, a alimentação é a mais perigosa, por ser cotidiana. Pequenas variações na concentração de nutrientes podem afetar a estrutura do genoma tanto quando altas doses de radiação iônica.
"Porém, para que isso se torne realidade, é preciso que antes se entenda melhor de que forma os compostos bioativos dos alimentos interagem com nosso genoma (nome que se dá a toda a informação hereditária que vem escrita em nosso DNA). E como eles influenciam o funcionamento dos genes e nossa saúde", defende Thomas Ong, professor do departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. PÁGINAS :: 1 | 2 | 3 | Próxima >>
|
![]()
|
||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||
|
||||||||||