Atenção ao excesso de leite Apreciado há séculos pelo homem, esse alimento está na berlinda. Especialistas discutem até que ponto seu consumo previne osteoporose ou causa doenças
POR RENATA AFONSO ILUSTRAÇÃO BUSSADORI
SINAIS DE EXCESSO |
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A nutróloga Daniela Hueb explica que é fácil identificar se o leite não está fazendo bem a você. Basta prestar atenção aos sintomas que surgem logo depois de ingeri-lo ou de comer algum de seus derivados. Isso ocorre porque o organismo não consegue digerir a lactose ou porque é alérgico a alguma das proteínas do alimento. Ela confirma que o problema mais comum é a intolerância à lactose, pela falta da enzima lactase que quebra o açúcar da bebida. Nesses casos, a solução é evitar a bebida ou apelar para as versões à base de soja, existentes no mercado. “A pessoa fica com gases, diarréia, se sente estufada e com náuseas”, afirma. Com relação à alergia, os sinais mais comuns são bronquite e dermatites. Não são raros os casos de otite, rinite, sinusite, hipertensão, gastrite e até mesmo depressão e doença de Parkinson — atribuídos ao alimento. Portanto, se começar a perceber algum desses sinais, converse com seu médico. Ele pode avaliar as causas dessa reação. |
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Saiba a quantidade ideal
A nutróloga Daniela Hueb não é contra a ingestão de leite por pessoas que não apresentem intolerância e alergia. Mas é enfática quanto à dose. Diz que, em excesso, o leite sobrecarrega sim os rins. Só para lembrar esses órgãos controlam a pressão arterial e filtram o seu sangue.
Daniela diz que a quantidade ideal varia de pessoa para pessoa. Mulheres na menopausa e gestantes, por exemplo, necessitam de um litro diariamente (incluindo os derivados).
Para as demais pessoas, exceto crianças, a quantidade recomendada é de um copo ou dois, no máximo, por dia. Quem precisa controlar as calorias ingeridas, também não pode pegar pesado. Afinal, o leite é calórico. Em cada copo da versão integral (200 ml) há 126 calorias.
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A RECOMENDAÇÃO, PARA A MAIORIA DAS PESSOAS, É DE UM COPO OU DOIS POR DIA |
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Bastos também sugere moderação para quem não desenvolveu nenhum sintoma associado ao consumo desse alimento. Ele confirma que os adeptos de um estilo de vida saudável podem apelar para os laticínios, preferencialmente os provenientes de agricultura orgânica e que não contenham uma proteína chamada beta caseína A1 (responsável por alguns tipos de intolerância e presente no leite de raças específicas). Infelizmente, as embalagens de leite e derivados não contêm essa informação (mas você pode tentar obtê-la com algum especialista).
Na dúvida sobre quanto ingerir, o pesquisador aconselha seguir a recomendação da Harvard School of Public Health, “não exceder um copo de leite por dia”. A escolha é sua, e deve sempre estar amparada por seu médico.
DNA avalia grau de intolerância |
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Desde abril de 2006, o Hospital das Clínicas, em São Paulo, realiza um exame de DNA para detectar se uma pessoa tem ou não intolerância à lactose. A técnica foi desenvolvida na Finlândia. O paciente colhe o sangue e, a partir daí, verifica-se a presença de alguma alteração genética que afete a produção da enzima. O resultado sai em até cinco dias. Antes, os exames exigiam jejum, eram demorados e desagradáveis — os pacientes ingeriam uma solução de lactose que provocava reações nos que tinham intolerância. |
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