tudo o que seu mascote precisa - e merece!
Saudável em qualquer idade Se o seu cão ou gato já completou algumas primaveras ao seu lado, saiba que ele precisa de mais atenção e cuidados do que nunca
KATIA CARDOSO
Os veterinários são unânimes em afi rmar que um animal na terceira idade merece até mais cuidado do que na época em que, recém- chegado à sua casa, ele mordia tudo o que via pela frente. A medicina veterinária evoluiu muito nos últimos anos, ao ponto de oferecer tratamentos que visam não apenas recuperar a saúde dos peludos, mas também proporcionar qualidade de vida.
Como o início da maturidade varia com o porte (os maiores envelhecem mais rapidamente), o ideal é redobrar os cuidados a partir dos sete anos. Nessa fase, é indicado oferecer uma ração sênior e fazer um check-up anual. “Na avaliação, o médico vai pedir exames de urina, hemograma, função renal e hepática, fezes, glicemia e até raio X para avaliar a parte óssea”, diz o veterinário Fernando Cavallari, de Franca, interior de São Paulo.
Carinho e amor
“Caso apresente alguma alteração no exame físico ou já tenha doenças crônicas — diabetes, problemas cardíacos ou renais —, outros exames podem ser pedidos”, confi rma Fernanda Fragata, veterinária do Hospital Sena Madureira, em São Paulo. Se o seu mascote não apresentar alterações, as visitas ao médico podem ocorrer duas vezes ao ano. Nessas ocasiões, vale a pena verifi car a dentição para ver se é preciso remover o tártaro. Os cuidados, que parecem exagerados, visam detectar problemas sérios o quanto antes. “Nessa idade, eles precisam de muita atenção. Por isso, qualquer alteração, por menor que seja, deve ser dita ao veterinário”, conclui Cavallari.
FILHOTES PROTEGIDOS
Pelo menos na cidade de São Paulo, uma nova lei promete disciplinar a venda de cães e gatos para evitar o ABANDONO futuro. É a lei n° 14.483/07 que, publicada no Diário ofi cial de 17 de julho, estabelece regras de conduta para a venda de fi lhotes por criadores, pet shops e feiras de adoção — além de proibir a comercialização desses animais em praças e ruas da cidade. A iniciativa visa minimizar o abandono dos animais, inclusive o de raça. Agora, a castração de bichos vendidos ou doados será obrigatória. E mais: canis e gatis comerciais só poderão exercer suas atividades mediante licença de funcionamento da Prefeitura. Antes, será preciso inscrever o estabelecimento no Cadastro Municipal da Vigilância Sanitária.
BICHO NÃO É BRINQUEDO
Estima-se que, em São Paulo, 25 mil cães e gatos, entre vira-latas e de raça, sejam recolhidos todos os anos pelo Serviço de Controle de Zoonoses. Pouco mais de mil consegue um novo lar. O restante, quando não resgatado pelo dono ou adotado, é morto. Além da perda de uma vida, cada animal sacrifi cado gera uma despesa de 200 reais para os cofres públicos.
Abraço de urso
Se você é daquelas pessoas que morre de pena de deixar seu animalzinho sozinho em casa por alguns períodos do dia, saiba que existe uma forma de pelo menos minimizar a solidão dele nesses momentos. É o que promete o travesseiro divertido Happy Dog.
Com o formato de uma grande almofada, possui um braço e uma mão que abraça o cão ou gato, transmitindo a sensação de segurança. Hipoalergênico e lavável, tem antipulga e custa R$ 39. Informações: www.confeccoesprimadonna.com.br.
TRATAMENTO DIGNO
O escritor Carlos Naconecy, mestre e doutor em Filosofi a pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), resolveu reunir no livro Ética&Animais (EDIPUC-RS, 234 páginas, R$ 35) algumas razões bem racionais para o ser humano respeitar os animais e não tratá-los como coisas. Ele não defende apenas os bichos de estimação, mas também os que correm risco de extinção. Vale a pena conferir.
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