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Edição 105 | EXPEDIENTE
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  Quando a brincadeira acaba mal
A cada ano, 7 mil crianças brasileiras morrem depois de quedas, engasgos, intoxicações, queimaduras, afogamentos e atropelamentos. E o pior: boa parte das vítimas poderia ter sido salva com a aplicação correta dos PRIMEIROS SOCORROS

POR KÁTIA NEVES
FOTOS CAIO MELLO

Apesar do cuidado e da atenção dos pais, as crianças vivem se machucando. Um ro xo na canela, um galo na testa, um arranhão no cotovelo... Enquanto pequenos acidentes provocam “machucados” que podem ser aliviados com um simples beijinho, tudo bem. A situação complica à medida que a garotada cresce e, junto com ela, os riscos de ferimentos graves.

Segundo dados da organização não-governamental Criança Segura, re presentante na cional da americana Safe Kids Worldwide, as lesões não-intencionais provocam anualmente, em todo o mundo, a morte de mais de 1 milhão de crianças até 14 anos. No Brasil, são a principal causa de óbito nessa faixa etária, causando cerca de 7 mil mor tes e mais de 140 mil internações por ano. “A criança é um ser imaturo, in quieto, curioso e cheio de energia. Ela entra no mundo dos adultos e co meça a explorá-lo de baixo para cima: primeiro o chão, embaixo das cadeiras e mesas, da pia e do tanque, levando à boca tudo o que vê”, explica Wilson Maciel, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os acidentes aumentam quando eles começam a engatinhar e a pegar objetos. A partir dos cinco anos, os pequenos exploram a vizinhança: correm e andam de bicicleta. Nessa fase, o atropelamento é o campeão na lista de mortes, seguido de afogamentos.

Bons companheiros
“Os pais devem acompanhar seus fi lhos na rua até os 12 anos, pois crianças em idade escolar têm difi culdade de avaliar a velocidade dos carros”, diz a pediatra Renata Dejtiar Waksman, do Hospital Albert Einstein (SP) e presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ela também revela que a natação só deve ser feita a partir dos quatro anos e sempre com supervisão. Felizmente, é possível reduzir essas estatísticas com noções de primeiros socorros e doses de bom senso. A seguir, veja os acidentes mais comuns até os cinco anos e saiba como agir sem pânico.

QUEBROU UM DENTE?

O QUE FAZER: recolha o pedaço do dente quebrado ou o dente inteiro e guarde em um vidro com soro fi siológico, água gelada ou gelo e leve na hora ao dentista. Se sangrar, procure uma gaze e peça para a criança morder e manter a boca fechada por 30 minutos.

O QUE NÃO FAZER: lavar e esfregar o dente ou o pedaço que caiu, pois há o risco de perder a raiz. Não tente recolocá-lo.

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