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Edição 105 | EXPEDIENTE
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  Seu coração novinho outra vez
A fila do transplante pode diminuir. Estudo brasileiro mostra que células do próprio paciente são capazes de renovar o órgão mais importante do corpo

POR SUCENA SHKRADA RESK/ ILUSTRAÇÃO MG STUDIO

O ESTUDO COM CÉLULAS-TRONCO NO BRASIL É RECENTE. POR AQUI, ESSA PESQUISA É POLÊMICA - SOBRETUDO, QUANDO SE TRATA DO USO DE MATERIAL OBTIDO DE EMBRIÕES

Entre as mais freqüentes estão o sedentarismo, o tabagismo, a obesidade, o diabetes e a má alimentação. "A hipótese mais provável da contribuição dessa terapia é a melhora da condição física do paciente", explica. Na verdade, como as células doentes são substituídas pelas saudáveis, o órgão recupera algumas de suas funções - o que acaba contribuindo para o bem-estar geral da pessoa.

Os primeiros estudos usando células-tronco datam de 1950. Desde então, os cientistas têm se desdobrado para desvendar seu papel na regeneração dos tecidos doentes. Eles já descobriram que existem as células embrionárias e as adultas (veja abaixo). No Brasil, as pesquisas na área começaram em 2000. Atualmente, o foco está no coração e no uso das células adultas da medula óssea para curar esse órgão.

POR QUE GERA TANTA CONFUSÃO?
 
Os estudos realizados atualmente no país são feitos a partir de célulastronco adultas (conhecidas como multipotentes), a exemplo desse que envolve 400 cardíacos. Mais limitadas que as embrionárias na capacidade de transformação, elas são retiradas principalmente da medula óssea (tecido no interior dos ossos, também conhecido como "tutano"), do coração, cérebro, fígado, pele, cordão umbilical e placenta. Já as células embrionárias ou pluripotentes possuem a capacidade de se diferenciar e de se reproduzir em qualquer parte do organismo, mas sua aplicação levanta discussões éticas em todo o mundo. No Brasil, as primeiras pesquisas foram liberadas em 2005, após a Lei de Biossegurança. Mesmo assim, aqui são usadas apenas as obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro, congelados há três anos e que não serão mais usados.
   

 

 

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