50 % soja 50 %. . . ...picanha ...frango ...peixe ...frutos do mar A carne do futuro será assim. Uma mistura da proteína de soja e da proteína animal. Na prática, o fã de picanha poderá comer sem culpa aquele filé suculento, sem abrir mão do sabor e do aroma de sempre
POR DANIELA TALAMONI
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bolinho de carne desfiada com tapioca |
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moqueca de soja com farofa de azeite |
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e o básico e gostoso espetinho de carne |
Opções com a nova carne
A pedido da Solae, a chef Mara Salles, do restaurante Tordesilhas, em São Paulo, especializado em comida brasileira, preparou naTecnocarne alguns pratos, utilizando as carnes processadas com a mistura de proteínas isoladas de soja. Confira, ao lado:
Se você é daqueles que admite os benefícios da soja para a saúde, mas torce o nariz só de pensar em substituir o churrasco aos domingos pela proteína vegetal, vai gostar, literalmente, dessa novidade. Em breve, apreciadores de picanha, maminha, alcatra, filé mignon e outras delícias bovinas poderão consumir uma versão mais saudável desses alimentos. A diferença é que será à base de soja — mas tão gostosa quanto as opções convencionais, como prometem seus idealizadores.
Você deve estar se perguntando como isso será possível... Pois bem: por meio de uma mistura exclusiva de proteína de soja isolada que permitirá aos fabricantes de carnes (não apenas bovinas, mas suínas, de aves, pescados e até frutos do mar) lançar produtos prontos e semiprontos mais saudáveis, sem interferir no sabor, aroma e na textura originais.
Na prática, o consumidor terá à disposição almôndegas, croquetes, hambúrguer, lingüiças e até casquinha de siri, por exemplo, feitos com 50% de proteína vegetal (de soja) e 50% de proteína animal.
A novidade foi lançada no mês passado pela Solae Company na 8ª Feira Técnica Internacional de Produtos para a Indústria da Carne (Tecnocarne), realizada em São Paulo, e deve chegar em breve às prateleiras de todo o país. O objetivo será agradar a nova geração de consumidores, preocupada com a saúde, mas que não abre mão dos prazeres à mesa. Se depender dos resultados dos primeiros testes, esses alimentos combinados lançarão moda.
De acordo com Iara Veiga Caldeira Bastos, gerente de marketing Regional da América Latina e África do Sul, da Solae, pesquisas realizadas com dois tipos de públicos — tanto os que comem carne quatro vezes por semana quanto os que estão tentando reduzir o consumo desse alimento — indicaram boa aceitação por parte dos voluntários. “A textura e a maciez não incomodaram. Só houve algumas ressalvas em relação ao sabor, mas isso teve mais a ver com questões de gosto em relação ao tempero, por exemplo”, acredita a gerente.
É bom e faz bem
Essas carnes combinadas colocam abaixo a velha máxima de que tudo o que é gostoso engorda ou faz mal. Para o nutrólogo João Curvo, autor de A Alquimia dos Sabores — A Culinária Funcional (Ed. Rocco), que ainda não conhece a novidade, a combinação da proteína vegetal com a proteína animal é mesmo muito bem-vinda. “A carne vermelha, por exemplo, fi- caria menos gordurosa e preservaria para o consumidor o que carrega de melhor: o ferro e a vitamina B12. A presença de soja tornaria o alimento mais funcional, pois ela é capaz de reduzir o colesterol e prevenir doenças cardiovasculares”, explica o médico.
Além disso, as fibras da soja fariam a carne permanecer menos tempo no intestino, reduzindo as chances de doenças intestinais, como a colite.
O melhor é que consumidor pode fazer isso na sua própria casa, sem tanta tecnologia. Basta colocar na mesma refeição a soja e a carne de sua preferência. O problema é que o paladar do brasileiro ainda não aceita as características desse grão. Nesse caso, os produtos combinados poderiam ser uma opção bem saudável.
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