|
||||||
![]() |
|
Edição 105 | EXPEDIENTE |
Novos produtos antiidade chegam ao mercado prometendo, além da beleza, preservar a saúde da sua pele POR INÊS PEREIRA FOTOS CAIO MELLO
“Há cremes chegando para ajudar as mulheres acima dos quarenta, em período de menopausa, cuja pele apresenta perda de volume, contorno e água”, afirma Sarah Lucas, dermatologista de Juiz de Fora, Minas Gerais. “Embora não eliminem as rugas, eles as minimizam, hidratam a pele, melhoram a textura e dão mais firmeza”, confirma.
Ou seja: mais do que garantir beleza eterna, a cosmética chega para resgatar a saúde da pele. E, conseqüentemente, a auto-estima de mulheres e homens. Sim. Homens também. Pesquisa feita pelo portal Minha Vida, conduzida pela dermatologista Shirlei Borelli, de São Paulo, mostra que as marcas e as rugas são as grandes preocupações das pessoas na casa dos 50 anos. Para 31% delas, por exemplo, o envelhecimento é o maior dilema. Eles não ficam atrás: 27% já andam inquietos com as marcas do tempo. E começam a se cuidar. Firma, estica, levanta No tempo de nossas avós, se o tempo avançasse sem deixar rugas, a natureza havia sido generosa. Pelo menos, no que diz respeito à aparência da pele. A indústria cosmética ainda não descobriu a fórmula para congelar o tempo, mas já apresenta boas soluções para postergar o envelhecimento
Há ainda os que acreditam que a pele representa uma barreira natural e não deixaria as substâncias penetrarem profundamente. Em um ponto pelo menos eles concordam: a nova geração dos cremes antiidade ainda não venceu a ação implacável do tempo. Afinal, os produtos são muito bons, apresentam texturas maravilhosas, aromas incríveis e são agradáveis. “Hidratam, dão mais viço e melhoram muito o aspecto geral do rosto”, confirma a dermatologista Patrícia Rittes, de São Paulo, “mas algumas substâncias ainda são instáveis”, explica Denise. Já a dermatologista Ediléia Bagatin, professora da Universidade Federal de São Paulo, acredita que os produtos disponíveis no mercado ainda não têm a eficácia comprovada. “Os testes realizados pela indústria são extremamente simples e não são aceitos pela comunidade científica”, diz. Por isso, a necessidade de estudos mais profundos. “O problema é que os protocolos são muito caros e difíceis de serem realizados”, explica. A verdade é que o apelo causado pelo envelhecimento cutâneo é grande. “Por isso, a facilidade para aprovação dos cosméticos, o interesse comercial e o marketing agressivo os elevam à categoria de ótimos, antes que sejam feitas pesquisas científicas confiáveis”, reforça a dermatologista Solange Teixeira, diretora da Clinderm, de São Paulo. OS MÉDICOS DESCONFIAM DOS CREMES QUE USAM A AS MICROPARTÍCULAS NAS FÓRMULAS PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>
|
![]()
|
|||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||
|
||||||||||