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Edição 105 | EXPEDIENTE |
7 coisas sobre... Apesar de ser considerada uma doença benigna, o maior alerta é para as gestantes que, uma vez infectadas, podem até perder seus bebês
2. ALTO RISCO Apesar de ser benigna, a rubéola se torna perigosa quando transmitida a gestantes. “Neste caso, em que é chamada de síndrome da rubéola congênita, há um risco de quatro em mil de o feto ser afetado e desenvolver danos no cérebro, malformação, entre outros problemas, podendo chegar ao aborto”, diz o coordenador geral de Doenças Transmissíveis do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Ricardo Pio Marins. Nos últimos meses, o órgão iniciou junto às secretarias municipais e estaduais de saúde, uma campanha de intensificação da vacinação. O Brasil e outros países dos continentes americanos se comprometeram a eliminar a rubéola congênita até 2010.
4.CAMPANHA EM MASSA Em 2008, jovens e adultos que nunca foram vacinados serão o públicoalvo. “Concluímos que os casos de rubéola estão aumentando, porque pessoas, na faixa etária dos 20 aos 29 anos, não foram cobertas pela vacina nos últimos anos. Já a população acima de 40 anos tem imunidade natural ao vírus”, diz Marins. A lacuna na imunização deve ser atendida, segundo o epidemiologista, para que não se aumente justamente o risco da rubéola congênita. “No ano que vem, o MS promoverá uma nova campanha em massa, que deverá atingir pessoas até 35 anos de idade”, afirma o coordenador. A data, entretanto, ainda não foi definida. CONTRA-INDICAÇÃO Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma das únicas exceções em que a vacinação é contraindicada, está relacionada ao período de gestação. Outros grupos submetidos à restrição: indivíduos com alergia ao ovo e à substância neomicina (que integra a composição da vacina) ou que estejam tomando corticóides ou imunossupressores. Cada caso deve passar por avaliação profissional, antes de se adotar o procedimento preventivo.
6. DE OLHO NOS SINTOMAS Quando a rubéola apresenta manifestações aparentes, as mais comuns são: ● febre baixa ATENÇÃO! Os sintomas podem se confundir, muitas vezes, com os da dengue e o da gripe. Por isso, é importante o acompanhamento médico e conseqüente imunização.
PREVENÇÃO Ao se detectar casos suspeitos ou confirmados, o MS recomenda que as pessoas evitem o contato mais próximo, por um período mínimo de sete dias, para que haja a diminuição do risco da transmissão.
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