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Edição 105 | EXPEDIENTE |
A doença que mais mata no Brasil está atingindo as pessoas cada vez mais cedo. A boa notícia é que prevenir pode ser mais fácil do que você imagina. Saiba o que fazer para fi car fora dessa estatística POR REGINA MONTEIRO E DANIEL ORTIZ
S tipo 2 Alimentação inadequada e hipercalórica, aumento da obesidade, sedentarismo e estresse. “O diabetes já foi uma doença típica do envelhecimento, mas esta situação mudou e as pessoas precisam estar atentas para isso”, diz Fadlo Fraige Filho, presidente da Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes, em entrevista para a VivaSaúde. Para quem ainda duvida, basta dar uma olhada nas mais recentes estatísticas sobre a doença. No Brasil, já temos 6,2 milhões de portadores com idade acima dos 18 anos, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde no último dia 14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes. Os dados fazem parte da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel-2006). O número por si já bastaria para assustar, mas a própria coordenação da Política Nacional de Prevenção e Diabetes admite que a situação real é ainda mais preocupante, já que pelo menos metade das pessoas simplesmente não sabe que é portadora da doença. Sem o diagnóstico correto e, na maioria das vezes, sem apresentar os principais sintomas (veja quadro: Sinais e sintomas) essas pessoas infelizmente só descobrem o diabetes quando surgem as complicações mais sérias. Epidemia mundial "FALTA DE DIAGNÓSTICO DETECTA TARDE DEMAIS A DOENÇA. PREVENÇÃO AINDA É O MELHOR REMÉDIO" Alimentação e exercícios: peças-chave Se todos esses motivos já são suficientes para ficar atento, vale lembrar que outros riscos como massa corpórea e predisposição genética também contribuem para a doença. “Pessoas com índice de massa corpórea superior a 30 são fortes candidatas ao diabetes. E, se você tem alguém na família com a doença, é preciso estar sempre atento aos riscos e fazer exames rotineiros”, lembra Fraige Filho. O diabetes, como doença que mais mata no Brasil, é uma das principais responsáveis por complicações cardiovasculares que normalmente terminam em infarto e derrame (veja quadro: Epidemia mundial). Quando não controlada adequadamente, também pode levar à cegueira e amputações. “Estamos falando de um mal que já atinge 177 milhões de pessoas no mundo”, lembra Fraige Filho. E, segundo estimativa da Federação Internacional de Diabetes para 2025, é de que esse total chegue a 330 milhões de portadores no mundo. Com todas essas projeções não é de se admirar que o foco principal dos programas de prevenção esteja justamente no binômio atividade física x controle do peso. PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>
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