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Edição 105 | EXPEDIENTE
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  Diabetes você pode evitar
A doença que mais mata no Brasil está atingindo as pessoas cada vez mais cedo. A boa notícia é que prevenir pode ser mais fácil do que você imagina. Saiba o que fazer para fi car fora dessa estatística

POR REGINA MONTEIRO E DANIEL ORTIZ

Sinais e sintomas
Sabe-se que no diabetes do tipo 2, o fator hereditário é muito maior do que no tipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos. Uma das características da doença é a produção contínua de insulina pelo pâncreas. O problema está na incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Por muitas razões suas células não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sangüínea. Esta é a chamada “resistência insulínica”. O diabetes tipo 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1 e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes vai necessitar de medicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina.

PRINCIPAIS SINTOMAS:
Infecções freqüentes
Alteração visual (visão embaçada)
Dificuldade na cicatrização de feridas
Formigamento nos pés
Furunculose

Mais crianças e mais jovens com a doença
A doença está atingindo cada vez mais cedo crianças e jovens. Até agora, os médicos não têm uma explicação lógica para isto. Surpreende o fato de ser o diabetes tipo 2, e não o tipo 1, a juvenil, mais comum entre entre as crianças.

A situação é tão preocupante que a Federação Internacional de Diabetes (IDF) lançou neste ano uma campanha de alerta. O objetivo é chamar a atenção da população para o problema. De acordo com dados da IDF, em alguns países, 80% das crianças diagnosticadas já têm o tipo 2 da doença. Provavelmente, as mesmas mudanças no estilo de vida que afetam os adultos podem explicar o aumento no número de casos em crianças. Mais sedentárias e obesas, elas são vítimas de doenças que até então só atingiam pessoas acima dos 40 anos (veja quadro: Cintura: risco dobrado). “Essa é uma situação que observamos no mundo inteiro”, avalia Fraige Filho. Por isso, mais uma vez vale a dica. Os pais também devem estar atentos para a alimentação dos filhos, evitando açúcares e gorduras em excesso e aprimorando os pratos com fibras e muita variedade de alimentos, como frutas e verduras. Também devem se preocupar em estimular atividades físicas para as crianças. Prevenir em família, portanto, é a melhor dica dos especialistas para debelar a epidemia deste século.

"EPIDEMIA ASSUSTA E DESPERTA EM NÓS O ALARME: SERÁ QUE ESTE NÃO É O MOMENTO DE REPENSARMOS NOSSO ESTILO DE VIDA E O DOS NOSSOS FILHOS?"

Cintura: risco dobrado
Tão importante quanto evitar o aumento de peso é observar a gordura acumulada na barriga. Cada vez mais os dados indicam uma ligação entre o aumento da circunferência abdominal com o crescimento dos chamados riscos cardiometabólicos, que incluem obesidade abdominal, triglicéride acima do normal, baixa taxa de colesterol bom (HDL) e níveis elevados de açúcar no sangue. Um estudo concluído em setembro deste ano envolvendo 28 países, incluindo o Brasil, revelou que grande parte da população desconhece os riscos associados a esse tipo de gordura, um dos vilões para o aparecimento do diabetes tipo 2. A medida ideal da cintura abdominal para mulheres é de 80 cm e para os homens 90 cm. A pesquisa Shape of the Nations – 2007 (Forma das Nações), patrocinada pelo Laboratório Sanofi-aventis, ouviu 200 brasileiros e descobriu que apenas 8% sabiam que o excesso de gordura abdominal é risco para a doença. Para o médico Fadlo Fraige Filho, o controle do diabetes depende do acompanhamento rigoroso da glicemia, da pressão alta e do colesterol, ou seja, de fatores ligados ao aumento dos riscos cardiometabólicos. A gordura abdominal também é fator de risco para o infarto.

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