Dieta funcional Cada vez mais, inúmeros itens que estão à disposição nas prateleiras do supermercado e na feira podem ser grandes aliados de sua saúde. Uns são velhos conhecidos, outros acabaram de chegar. Saiba como eles agem para que seu organismo funcione da melhor forma, garantindo, assim, um dia-a-dia saudável e cheio de energia
por ana lúcia neiva
DIET, LIGHT E ZERO
“É preciso prestar muita atenção na hora de comprar um item diet, light ou zero. A pessoa precisa ler o rótulo com atenção”, aconselha Andréa, que logo esclarece: “Light e zero não são a mesma coisa. Os produtos light contêm baixos teores de calorias, apresentando 25% a menos de açúcar, gordura ou outro nutriente em sua composição, enquanto nos itens zero, um ingrediente foi retirado 100%, como é o caso das gorduras trans em margarinas ou açúcar em refrigerantes”.
Também no caso dos alimentos diets, próprios para pessoas com restrições alimentares como os diabéticos e hipertensos, determinado ingrediente é removido por completo. “Em produtos para hipertensos, elimina-se o sódio. Para diabéticos, todo o açúcar. Em alguns alimentos em que o açúcar é retirado, aumenta-se a quantidade de gordura para compensar o sabor – caso do chocolate. Por isso, muitos itens dietéticos não são adequados para quem está fazendo regime, por exemplo”.
ENRIQUECIDOS OU FORTIFICADOS
Também conhecidos como “adicionados de nutrientes essenciais”, são alimentos industrializados que recebem adição de certos minerais, vitaminas ou aminoácidos como cálcio, ferro, vitamina C, arginina, leucina, dentre outros. “É um recurso muito utilizado em itens como a farinha de trigo (adição de ferro e ácido fólico) e o sal (adição de iodo)”, explica a nutricionista Andréa. Também enriquecidos são os itens próprios para o público infantil, como os achocolatados e os sucos com vitamina C. Em todos esses casos, segundo a especialista, o objetivo é reforçar o valor nutritivo e prevenir ou corrigir deficiências na alimentação da população. Esses alimentos não são considerados funcionais.
NA HORA DE COMPRAR, FIQUE ATENTO AO RÓTULO. MUITOS PRODUTOS NÃO CONTÊM O COMPONENTE FUNCIONAL NA QUANTIDADE ADEQUADA PARA REALMENTE “FUNCIONAR” E FAVORECER SUA SAÚDE
PIRÂMIDE FUNCIONAL
Seguindo a pirâmide alimentar, Andréa Dario Frias aconselha: “Na base, em que estão os carboidratos, a pessoa deve apostar em alimentos elaborados com grãos integrais como aveia, farelo de trigo, centeio, etc. Uma pizza cuja massa leva farelo de trigo é muito mais saudável”. Em seguida, vêm as frutas e hortaliças. “Frutas, o ideal é consumir de três a quatro porções diárias. Pode ser uma banana, meio mamão e cinco uvas, por exemplo. Já em relação às hortaliças, são recomendados dois pratos de salada, compostos por folhas, brócolis, repolho, couve-flor e ervas, como cebola e alho. Subindo um pouco mais, encontramos as carnes e as leguminosas.“ Nesse nível, é preferível apostar em peixes, de preferência os ricos em ômega-3, e em aves sem pele, cozidas ou grelhadas, e também em feijão, ervilha, lentilha etc. – a recomendação é duas porções ao dia. Nesse “andar”, também estão os laticínios, e a ordem é consumir leites desnatados ou fermentados e iogurtes com baixo teor de gordura. “Os laticínios devem ser consumidos uma a duas vezes ao dia pelo menos. No topo da pirâmide, estão as gorduras, o açúcar e os doces, cujo consumo deve ser moderadíssimo”.

PREBIÓTICOS
Considerados funcionais, possuem ingredientes vegetais não digeríveis pelo organismo. Traduzindo: têm configuração molecular que os torna resistentes à ação de enzimas na hora da digestão. O que eles fazem? Auxiliam na manutenção da flora intestinal; estimulam o trânsito intestinal, contribuindo para a consistência normal das fezes, prevenindo assim a diarréia e a constipação intestinal; colaboram para que o intestino absorva só as substâncias necessárias, eliminando o excesso de glicose (açúcar) e colesterol, favorecendo a diminuição do colesterol e dos triglicérides totais no sangue; e estimulam o crescimento das bifidobactérias, que inibem a ação de bactérias formadoras de substâncias tóxicas.
Exemplos de prebióticos são os frutooligossacarídeos (FOS) e a inulina, muito utilizados atualmente pela indústria de alimentos em seus produtos. Os frutooligossacarídeos estão presentes em alimentos de origem vegetal, como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo e mel. A inulina é extraída principalmente da raiz da chicória e pode ser consumida por diabéticos como substituto do açúcar por conter de 1 a 2 kcal/g. Ela também está no alho, cebola, aspargos e na alcachofra.
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