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Edição 105 | EXPEDIENTE
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  Dieta funcional
Cada vez mais, inúmeros itens que estão à disposição nas prateleiras do supermercado e na feira podem ser grandes aliados de sua saúde. Uns são velhos conhecidos, outros acabaram de chegar. Saiba como eles agem para que seu organismo funcione da melhor forma, garantindo, assim, um dia-a-dia saudável e cheio de energia

por ana lúcia neiva

PROBIÓTICOS
Os probióticos também são batizados de funcionais. Possuem microorganismos vivos que, quando ingeridos, exercem efeitos benéficos no funcionamento do intestino – esses organismos são adicionados aos alimentos, como leites fermentados e iogurtes. As mais conhecidas bactérias que exercem essa função são a Bifidobacterium e o Lactobacillus, em especial o Lactobacillus acidophillus. Elas agem produzindo compostos como as citoquinas e o ácido butírico, que são antimicrobianos e antibacterianos, ou seja, favorecem a presença de bactérias benéficas no organismo e diminuem a concentração daquelas indesejáveis. Os probióticos aumentam de maneira significativa o valor nutritivo e terapêutico dos alimentos porque permitem que o organismo absorva melhor, principalmente, as vitaminas do complexo B, os aminoácidos, o cálcio e o ferro. Também ajudam a fortalecer o sistema imunológico.

SIMBIÓTICOS
Um alimento simbiótico é aquele que combina substâncias prebióticas com microorganismos com ação probiótica. Seria o mesmo que adicionar inulina e bifidobactérias em um único alimento. Estudos mostram que essa combinação é mais eficaz do que o uso em separado de prebióicos e de probióticos. “Na prática, as pessoas podem adotar um cardápio simbiótico, alternando itens prebióticos e probióticos diariamente”, explica Andréa.

"É importante deixar claro que os alimentos funcionais não curam, mas, sim, reduzem o risco de doenças"
ANDRÉA DARIO FRIAS, NUTRICIONISTA

Sem adição de açúcar: atenção, aos rótulos que divulgam essa informação. “Pode ser que o produto realmente não tenha açúcar na lista de ingredientes, mas outras vezes ele aparece com outros nomes como xarope de milho, sacarose, mel, frutose, xarope de glicose ou alguns tipos de adoçantes como sorbitol e manitol”, afirma Ana Beatriz. Se o objetivo é cortar calorias, antes de comprar confira se o alimento contém estes componentes.

Fonte de vitaminas: a portaria 31 da Anvisa, de 1998, diz que alimentos enriquecidos são aqueles incrementados de nutrientes essenciais. Mas antes de consumir um leite que afirma ser enriquecido com cálcio, confira se ele possui a proporção correta desse componente por porção. O valor mínimo obrigatório para uma bebida ser considerada enriquecida é 15% da substância para cada 100 ml. Se o alimento for sólido, o número sobe para 30% em cada 100g.

Livre de gordura trans: mesmo com a obrigatoriedade que a portaria 370 da Anvisa impôs para que todo produto industrializado declare a quantidade de gordura trans no rótulo, muitos fabricantes ainda não explicitam essa informação aos consumidores. Uma forma de resolver isso é verificar a quantidade de gordura vegetal hidrogenada presente no alimento, ela é a gordura trans.

DESVENDE O RÓTULO
Tamanho das porções: desde 2003 o órgão que define a medida das porções é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio da portaria 360. “Os valores de referências são baseados em uma dieta de 2.000 calorias por dia, a quantidade normal para uma pessoa”, explica a nutricionista Ana Beatriz Baptistella, da VP Consultoria. Sucos e outras bebidas utilizam a medição de 200 ml (ou 1 copo), já pães e doces, 30 gramas. Mas não se assuste se você comprar duas caixinhas com a mesma quantidade de suco, e elas tiverem valores calóricos diferentes. Um fabricante pode estar usando as calorias da porção individual, enquanto outro usa o valor da embalagem inteira. Faça as contas para saber qual marca é mais benéfica para você.

Não contém glúten: você já deve ter percebido que muitos alimentos destacam essa frase em seus rótulos. Isso porque uma lei federal (n° 8.543) de 23/12/1992 exige que todo produto industrializado indique se há a substância (presente em alimentos como aveia, cevada, centeio e/ou seus derivados) ou não. A resolução visa alertar os consumidores com doença celíaca, que não podem consumir glúten.

Cuidado com as pegadinhas!

SEM COLESTEROL: Alguns óleos vegetais estampam frases como esta na embalagem. “Isso é uma pegadinha, pois qualquer alimento de origem vegetal não tem colesterol. O fabricante não pode usar essa informação como um diferencial na venda”, declara Ana Beatriz.

NÃO CONTÉM CONSERVANTES: muitos produtos realmente não trazem nenhum tipo de conservante em sua composição, mas outros usam diferentes aditivos químicos em sua composição – como acidulantes, antioxidantes e corantes – para intensificar gostos e aromas. Por isso, fique de olho no rótulo!

100% NATURAL: produtos industrializados dificilmente conseguem ser 100% natural. Isso porque eles normalmente usam conservantes e corantes em sua composição. Antes de comprar, certifique-se de que o produto não tenha nenhum componente químico.


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