Você tem fome de quê? Sentir aquela vontade louca de comer uma guloseima pode ser um sinal da síndrome da fome oculta. Para não sofrer com esse desequilíbrio nutricional, saiba quais alimentos não podem faltar na sua dieta
por Bruna Pellegrini e Gustavo Xavier
O CORPO PADECE
Não é à toa que comer bem é o primeiro e melhor remédio para manter a saúde. Afinal, para cada nutriente que falta no organismo, veja quais e quantos problemas podem se originar. |
FALTA DE VITAMINA A
• perda irreversível da córnea;
• cegueira;
• anemia;
• comprometimento do sistema de defesa do organismo;
• pioras nos quadros de infecções respiratórias e diarréia. |
FALTA DE FERRO
• anemia ferropriva (carência de ferro);
• enfraquecimento do sistema imunológico;
• redução de capacidade física e mental;
• comprometimento do desenvolvimento intelectual em bebês e crianças;
• aumento do risco de mortalidade materna nas mulheres grávidas, além de maior risco de hemorragia
e de infecção generalizada durante o parto;
• cansaço;
• falta de ar. |
FALTA DE ZINCO
• deficiência de crescimento, predispondo o organismo
a desenvolver infecções em crianças desnutridas;
• diarréia;
• lesões na pele;
• perda de apetite;
• queda de cabelo;
• desenvolvimento sexual mais lento em meninos;
• lentidão de raciocínio;
• redução da capacidade gustativa e visual;
• diminuição na condução dos estímulos nervosos;
• lesões neurológicas;
• problemas para a cicatrização adequada;
• diminuição da resistência às infecções. |
FALTA DE IODO
• comprometimento do feto a partir da 12ª semana
após a concepção, com possibilidade de afetar o
crescimento do cérebro e do sistema nervoso;
• fadiga, letargia, sonolência;
• intolerância ao frio;
•
prisão de ventre;
• sudorese reduzida;
• parestesias;
• audição reduzida;
• lentidão mental;
• nervosismo e ansiedade. |
Cuidado com a alimentação vazia
É claro que não se trata somente de maus hábitos alimentares. As crenças, os procedimentos culturais, as características regionais da culinária e a carência econômica podem definir esses hábitos.
Um caso é o de pessoas de renda baixa, que consomem alimentos mais baratos, à base de amido, como macarrão, junto a outras comidas gordurosas e muita gordura saturada. Não haveria, assim, necessariamente, falta de suprimento energético. Porém, tal padrão de alimentação não fornece a variedade de nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo ao longo do tempo.

Mas uma das principais formas de desenvolver a síndrome da fome oculta é a tão conhecida expressão que toda criança já ouviu dos adultos: “comer porcaria”. Freqüentar fast-foods, evitar frutas e saladas, empanturrar- se de salgadinhos e refrigerantes, fazer do macarrão instantâneo sua refeição cotidiana, matricular seu estômago na “Fraternidade dos Doces” e todas essas coisas que muita gente sabe que não faz bem e, mesmo assim, continua fazendo, é o jeito mais fácil e rápido de adquirir essa síndrome e, depois, quem sabe, ficar até doente. É isso o que você quer?
Se você prefere recusar essa furada, com as conseqüências que acarretam (veja quadro O corpo padece), então é melhor mudar de rumo e pensar melhor no seu cardápio.
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