Escute bem e sempre A música e os mais diversos ruídos fazem parte da vida, mas, quando passam do volume permitido, afetam sua saúde. Saiba como se proteger e alertar do perigo crianças e adolescentes que adoram curtir um som nas alturas
Por Janete Tir
Por isso é tão importante prevenir o problema o quanto antes. E essa é mais uma tarefa difícil para pais zelosos com a saúde de seus filhos. Uma conversa franca, mostrando tudo o que pode acontecer no futuro, é um bom começo. Se eles não atenderem ao chamado da razão, então vale optar por medidas mais drásticas, como comprar aparelhos com softwares que permitem, por meio de um código ou senha, a regulagem da intensidade do som dentro do limite saudável.
Acima do permitido
Grandes cidades e barulhos irritantes estão se tornando sinônimos. A poluição sonora que enfrentamos diariamente já ocupa o terceiro posto entre as poluições encontradas no meio ambiente. Só perdendo para a da água e do ar, segundo relatórios da OMS.
Assim como os dois primeiros lugares, sons desarmoniosos e altos afetam diretamente a qualidade de vida das pessoas. Para se ter uma idéia do prejuízo que a poluição sonora traz ao organismo, “é só pensar em ondas sonoras como ondas do mar, e o ouvido, o órgão mais sensível do corpo, como um paredão na praia. Então, quanto mais alto o som, maior a intensidade da onda do mar batendo na parede. Daí, a gente lembra aquela velha história ‘água mole em pedra dura tanto bate até que fura’”, brinca Luciano Neves.
As queixas mais freqüentes de pacientes que procuram o médico são a di ficuldade em se comunicar, pois não escutam bem; a necessidade de aumentar com freqüência o som da televisão ou do rádio; de sentir diferença entre um ouvido e outro; e de zumbidos no ouvido. “O problema é que as pessoas só vão procurar um especialista quando já aconteceram perdas importantes que, na maioria das vezes, são irreversíveis”, lamenta o médico.
Muito além do ouvido
Mas a poluição sonora não afeta só o ouvido. Pessoas expostas a um ruído constante também podem apresentar alterações de sono, estresse, síndrome de fadiga crônica, ansiedade, irritabilidade, falta de concentração, dor de cabeça, problemas de digestão, aumento dos batimentos cardíacos e, conseqüentemente, elevação da pressão sanguínea. Isso sem contar que, com todos esses sintomas reunidos, a atividade sexual é praticamente deixada de lado.
A palavra-chave para evitar a maioria desses distúrbios é prevenção, já que é impossível viver em completo isolamento acústico. Primeiro, é preciso zelar pela saúde do corpo, com alimentação equilibrada e atividades físicas, e, segundo, não se esquecer do lazer, como um show de rock ou os ensaios da sua escola de samba favorita de vez em quando. Mas sempre com a devida proteção auricular somente para abafar o som e sem interferir no seu divertimento.
Tolerância (quase) zero
O Ministério da Saúde tem normas claras sobre os limites de tolerância com ruídos para evitar a Pair (perda auditiva induzida por ruído) no trabalho. Para se ter uma idéia de qual é a medida que estamos expostos diariamente, saiba que:

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