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Edição 109 | EXPEDIENTE |
Buscar ajuda especializada é um dos primeiros passos para garantir a preservação da qualidade de vida do paciente alérgico. Depois disso, basta seguir à risca as orientações médicas para evitar novas crises POR SUCENA SHKRADA RESK
Sensação de desconforto "Na linguagem popular, asma e bronquite alérgica são a mesma coisa", explica o pneumologista Clystenes Silva, da Unifesp. E grande parte dos casos está relacionada a rinites alérgicas. A maioria dos pacientes asmáticos sofre também da doença, que se manifesta normalmente por espirros consecutivos seguidos de coriza, que tendem a melhorar quando o alérgeno é afastado. Nada é mais desconfortável do que ter os sintomas de asma - afinal, geralmente é caracterizada por tosse persistente, chiado no peito e falta de ar, que têm períodos de menor e maior intensidade. E a situação pode ficar perigosa, dependendo de seu estágio, que pode ser leve, moderado ou grave. A doença passou a ser uma preocupação mundial, tanto que em 1993 foi criado o programa internacional A Iniciativa Global para a Asma (GINA, na sigla em inglês), com sede nos EUA, para se estabelecerem diretrizes de tratamentos e orientações e atualizar os procedimentos na área. A prevalência de registro de casos de asma, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), ocorre na infância, até a faixa de 12 anos. Em contrapartida, praticamente metade dos portadores não apresentam mais sintomas a partir da adolescência.
É RECOMENDADO MITOS SOBRE A ASMA QUE ASMA E RINITE ALÉRGICA SEJAM TRATADAS SIMULTANEAMENTE, PARA SE EVITAR A PROGRESSÃO DO PROCESSO INFLAMATÓRIO DAS VIAS AÉREAS Melhor maneira de tratar "No tratamento de manutenção da asma moderada e grave, são utilizados broncodilatadores inalatórios de ação prolongada associados aos corticosteróides inalatórios. O tratamento da crise de asma é feito, geralmente, com broncodilatadores de ação rápida, indicados no alívio dos sintomas de broncoespasmo", diz o pneumologista Roberto Stirbulov. Entre os diversos fatores que podem levar ao descontrole da asma, podemos exemplificar a doença nasossinusal e a doença do refluxo gastroesofágico, cujo diagnóstico e tratamento são importantes na obtenção do controle da asma Segundo o médico, alguns medicamentos podem levar a crises asmáticas, como os betabloqueadores, encontrados em alguns fármacos utilizados no tratamento da hipertensão arterial e arritmias cardíacas.
Atitudes que previnem crises O paciente com crises mais freqüentes ainda pode ser submetido à chamada imunoterapia, que é realizada com vacinas compostas por antígenos inaláveis (substâncias que provocam a alergia), quimicamente modificados e purificados. Esse tratamento só pode ser coordenado por um alergista, para que se evitem efeitos colaterais. "As aplicações são feitas em fases, de uma vez por semana até mensalmente, por no máximo cinco anos. Em grande parte dos casos, há melhora perceptível da qualidade de vida", diz Maria Fernandes, da Asbai. De acordo com a alergista, essa alternativa, entretanto, somente é disponibilizada em alguns hospitais públicos. Ainda não faz parte dos procedimentos liberados pelo SUS. Hoje, uma recomendação que ganha maior consenso é que a asma e a rinite alérgica devem ser tratadas simultaneamente, para se evitar a progressão do processo inflamatório das vias aéreas, condição própria das doenças. "Nos casos mais graves de asma, já existe um medicamento de alta tecnologia mais recente, o anti-IgE injetável. Só que é de alto custo e ainda não é disponibilizado pelo sistema único de saúde", informa Stirbulov, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo VOCÊ SABIA...
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