...Hemorroidas Embora a doença seja perfeitamente tratável, vale a pena investir em uma alimentação rica em fibras para ficar longe do problema
POR ANDRÉ BERNARDO
1 O que é
Hemorroidas
são pequenos vasos sanguíneos existentes na região do ânus. Elas podem ser internas (no canal do reto) ou externas (ao redor do ânus). Durante a evacuação, essas veias dilatam, mas, logo em seguida, se retraem e voltam ao tamanho normal. Em alguns casos, o esforço físico exagerado para evacuar — seja por intestino preso ou por fezes endurecidas — provoca o surgimento delas. Nesses casos, a dilatação não cessa após a evacuação. Conclusão: as hemorroidas crescem além do normal, formam protuberâncias na parte externa do ânus e causam desconforto. |
2 Perfil de risco
Ainda não se sabe exatamente a causa, mas acredita-se que, além da prisão de ventre, o histórico familiar também tenha influência sobre o problema — que afeta 5% da população adulta. Homens e mulheres são atingidos na mesma proporção, principalmente entre 40 e 60 anos de idade. Gestantes correm riscos de desenvolver a doença por causa da pressão que o feto exerce sobre as veias da parte inferior do abdome. Pessoas que levam uma vida sedentária ou que estão acima do peso têm predisposição devido à baixa irrigação sanguínea no ânus.
3 Primeiros sintomas
O principal sintoma é o sangramento provocado pelo rompimento das veias na região do ânus. Outros fortes indícios são coceira, queimação e inchaço nessa região. A coceira é provocada por inchaço nas veias, que aumenta a pressão sobre as terminações nervosas. É recomendável procurar o coloproctologista o mais depressa possível se ocorrer sangramento anal (acompanhado ou não de fezes) e endurecimento da saliência externa (chamada de “bexiguinha”) que se formou no ânus. |
4 Diagnóstico
O diagnóstico médico é importante porque os sintomas são muito parecidos com os do câncer de reto. As duas doenças, no entanto, são curáveis ainda na fase inicial. Para diagnosticar hemorroidas, o coloproctologista examina o canal do ânus com instrumentos especiais. Durante muito tempo, associou-se o surgimento da doença à prática do sexo anal. Hoje, médicos asseguram que não há qualquer tipo de relação. |
5 Como tratar
O tratamento depende do estágio em que se encontra a doença. No primeiro deles, ocorre um pequeno sangramento, mas ele cessa após a evacuação. No segundo, as veias chegam a sair do orifício anal (prolapso), mas logo voltam ao normal. No terceiro, as veias não retornam espontaneamente e é preciso reintroduzi-las com o dedo. No quarto e último tipo, as veias saem, formam protuberâncias e não voltam. Hemorroidas dos tipos 1 e 2 são tratadas no consultório. Basta o médico aplicar um anel de borracha para interromper a circulação e provocar a necrose. Em apenas 20% dos casos, são necessárias cirurgias para removê-las. A doença, porém, pode reincidir mesmo em pacientes que já passaram por tratamento clínico ou cirúrgico. |

6 Influência da alimentação
Uma das melhores formas de se prevenir é adotar uma alimentação saudável. A dieta precisa ser rica em substâncias que facilitam a evacuação e regulam a consistência das fezes, como cereais, frutas (principalmente mamão, pera e ameixa) e verduras (brócolis, couve e repolho). É recomendável que se dê preferência a alimentos ricos em fibras, como granola, farelo de trigo e arroz integral. Ingerir bastante líquido — algo em torno de 1,5 a 2 litros por dia de água, sucos e chás — também é aconselhável. A medicina ainda não estabeleceu uma associação entre o uso de pimenta e de bebidas alcoólicas com a doença.
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