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Edição 106 | EXPEDIENTE |
Em frações de segundo, uma criança é capaz de se envolver num acidente sério mesmo no ambiente doméstico. para minimizar riscos, pais e cuidadores devem estar atentos a todos os cômodos POR RITA TREVISAN / ILUSTRAÇÃO GLAIR ARRUDA
Quarto da criança •O berço: Para crianças de até um ano, é preciso um cuidado especial para evitar sufocamento. O bebê deve dormir em colchão firme, coberto somente até a altura do peito. Os lençóis precisam estar bem presos embaixo do colchão. O colchão também não pode estar a mais de dois dedos de distância do berço e jamais deve ser mantido em embalagem plástica. Para evitar risco de asfixia, o ideal é retirar travesseiros, protetores, brinquedos e outros objetos do berço assim que a criança pegar no sono. As grades do berço não devem ter mais que 6 cm de distância entre elas. •A janela: Evite cortinas e persianas com cordas compridas, que possam ser alcançadas pelas crianças, oferecendo risco de estrangulamento. Janelas e sacadas precisam estar protegidas por telas e redes. Além de instalar o equipamento, é importante ficar atento à qualidade do material, bem como à sua data de validade. •Os móveis: Não os coloque próximos a janelas, facilitando o acesso das crianças. •As paredes: Procure usar tintas atóxicas. Na fase em que costumam levar tudo à boca, crianças menores de três anos podem se sentir motivadas a lamber paredes e móveis. Alguns pigmentos podem conter substâncias como o chumbo e o monóxido de carbono. Vale ficar atento. •As gavetas: Remédios e produtos de higiene da própria criança precisam ficar fora do alcance dos pequenos. Ou em gavetas e armários protegidos por lacres de segurança.
Banheiro •A banheira: As queimaduras em banheiras estão entre as principais causas de acidentes com crianças. Por isso, é fundamental testar a temperatura da água com o dorso da mão, movimentando a água de um lado para o outro. Nunca deixe a criança sozinha na banheira e esvazie-a imediatamente após o uso. Cerca de 10 segundos são suficientes para que a criança fique submersa. •Os produtos de higiene: Não são apenas os produtos de limpeza que podem ser tóxicos para as crianças. Enxaguantes bucais e outros itens de higiene pessoal também precisam ficar em locais mais altos ou em armários protegidos por lacres de segurança. •A porta e o vaso: Quando não estiver em uso, a porta do banheiro deve permanecer fechada. A tampa do vaso sanitário também. Nas crianças, as partes mais pesadas do corpo são a cabeça e os membros superiores, assim, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para a frente e isso aumenta muito o risco de afogamento. •O piso: Se o piso for muito liso, proteja-o com tapetes antiderrapantes. Cuidado com toalhas e tapetes que deslizam sobre o solo e que podem provocar a queda dos menores.
Cozinha •A porta: São tantos os perigos em potencial oferecidos pelo cômodo em que preparamos as refeições que a sugestão dos especialistas é que o acesso das crianças seja restrito. Para isso, basta instalar um portãozinho na entrada. •O fogão: Cozinhe sempre nas bocas de trás do fogão e com os cabos das panelas virados para trás, evitando, assim, que as crianças os alcancem. •As toalhas: Tome cuidado com toalhas compridas. A criança pode se sentir tentada a puxá-las, entornando substâncias em alta temperatura sobre si mesmas. •A limpeza: Produtos de limpeza, isqueiros e fósforos devem ser mantidos bem longe do alcance das crianças. •A gaveta: Gavetas de talheres e com outros objetos perfuro-cortantes precisam estar protegidas por um lacre de segurança. •O piso: Se o piso for muito liso, use tapetes antiderrapantes. E tome cuidado com os tapetes altos. Como as crianças menores não levantam muito os pezinhos quando começam a andar, qualquer desnível pode provocar um tropeço e a queda.
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