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Edição 106 | EXPEDIENTE
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  A saúde deles A saúde delas
Apesar de serem consideradas o "sexo frágil" (pelos homens, é claro), as mulheres vivem, em média, sete anos a mais. Além disso, segundo estudos do Ministério da Saúde, elas se preocupam mais com alimentação, praticam mais atividades físicas e realizam exames preventivos com maior frequência

Por André Bernardo

Responda rápido: quem é o médico de sua confiança? Se você for mulher, provavelmente deve ter uns três ou quatro. Se for homem, não deve fazer a menor ideia do que estou falando. Outra, mais fácil: qual foi a última vez em que foi ao médico? As mulheres devem lembrar, exatamente, o dia, o mês e a hora. Já eles, não têm tanta certeza. Os homens adoram apregoar que as mulheres são o "sexo frágil" do casal. Mas quando o assunto é saúde, são eles que ficam para morrer quando têm de agendar uma visita ao médico ou fazer um exame de rotina. Tomar injeção, então, só em último caso.

O Ministério da Saúde revelou que, do total de mortos na faixa dos 20 aos 59 anos, 68% deles foram de homens

Em 2007, segundo estimativas do Ministério da Saúde, as mulheres totalizaram 16 milhões de visitas ao ginecologista. No mesmo período, os homens fizeram "apenas" 2 milhões de visitas ao urologista. Não é à toa que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres vivem, em média, sete anos a mais do que os homens. "Tradicionalmente, elas procuram mais os serviços de saúde. A mulher é educada a se cuidar, até mesmo por razões relacionadas à maternidade", afirma Baldur Schubert, coordenador de Saúde do Homem do Ministério da Saúde.

O estudo Saúde Brasil 2007, do Ministério da Saúde, revelou, ainda, que, do total de mortos na faixa dos 20 aos 59 anos, 68% deles foram de homens. Em outras palavras: a cada três adultos que morrem no Brasil, dois são do sexo masculino. "Existem muitas justificativas para a resistência dos homens a ações de saúde. Do ponto de vista sociocultural, a doença é considerada um sinal de fragilidade. Por isso mesmo, os homens tendem a não reconhecê- la como inerente à sua condição biológica", esclarece Schubert.

 

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