A forma certa de tratar a Psoríase Banhos de sol podem reduzir as inflamações e ajudar na cicatrização das feridas na pele e nas articulações
Por Cristina Almeida / Ilustração Tato Araújo
Era março de 2008. Emily, de 6 anos, reclamou que estava sentindo uma coceira estranha, mas sua mãe não deu muita importância. A solução imediata foi aplicar um creme no local e as duas esqueceram o assunto. Nos dias seguintes, algumas lesões cutâneas apareceram, aumentaram e cobriram partes do corpo da menina. Pensando ser varicela, a mãe de Emily procurou um pediatra. O diagnóstico foi eczema. Entretanto, o remédio prescrito não resolveu o problema e as lesões se multiplicaram. Uma segunda opinião foi solicitada e a resposta foi pele seca. Os sintomas evoluíram. Os pais da menina, preocupados, decidiram empreender uma pesquisa na internet. Descobriram que ela fazia parte dos 10% a 15% de pessoas que são acometidas, antes dos 10 anos de idade, por uma doença inflamatória crônica da pele, a psoríase. Com a ajuda da National Psoriasis Foundation, Emily finalmente pôde ser tratada por um especialista.*
No Brasil não existem estatísticas sobre a patologia que se manifesta, na maioria das vezes, por lesões róseas ou avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas. Estima- se que a doença afete 125 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Omar Lupi, "a psoríase é muito frequente na prática clínica, mas ainda é desconhecida pela maioria das pessoas, o que justifica o grande preconceito em relação à doença".
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