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Edição 83 | EXPEDIENTE
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  Almoço no self-service
Opção diária de muitos brasileiros, os restaurantes de comida por quilo oferecem uma extensa e apetitosa variedade de pratos. O segredo está em saber montar uma refeição nutritiva - e saborosa - todos os dias da semana

Por Ivan Alves / fotos Fabio Mangabeira

Segunda-feira

 Arroz com legumes
 Frango grelhado
 Cenoura, brócolis, rúcula, pepino, ovo de codorna, tomate cereja e queijo branco

O frango apresenta uma menor taxa de gordura, quando grelhado. O brócolis é uma hortaliça rica em fibras, cálcio, vitaminas A, B, C e K, e com alta concentração de ferro. A cenoura é uma excelente fonte de cálcio, potássio e carotenoides, compostos antioxidantes que auxiliam em diversas funções do organismo. Este legume contém o betacaroteno, substância que é convertida em vitamina A pelo organismo, nutriente fundamental para a boa visão, e também está presente no pepino. O queijo branco oferece cálcio. Já o ovo de codorna cozido não está relacionado a benefícios ou malefícios à saúde.

Meio-dia de um dia útil. Nesse horário, de segunda à sexta, milhões de trabalhadores brasileiros formam filas em restaurantes que operam com o sistema self-service na hora do almoço. Ao contrário das refeições preparadas em casa, a variedade de receitas é grande, com a vantagem de já estarem prontas. Diante de tantas opções, o desafio é escolher o que é bom e resistir ao que é prejudicial à saúde.

Viva Saúde levou cinco nutricionistas para almoçarem no "sirva-se à vontade". Uma a cada dia da semana, para que as especialistas dessem dicas de como se comportar bem na hora do almoço. As profissionais receberam a missão de montar um prato que fosse saudável e gostoso, usando apenas as opções servidas na data da visita.

Os Três pilares

Eis a regra mais importante para qualquer refeição: ela deve, obrigatoriamente, contemplar três diferentes porções: saladas, carboidratos e proteínas. "O primeiro grupo deve preencher metade do espaço; e o restante do espaço deverá ser dividido igualmente entre as outras duas fontes", ensina Rita de Cássia Pinheiro Telles. Essa disposição assegura o consumo dos nutrientes essenciais e limita - ou exclui - a ingestão de substâncias perigosas à saúde. Segundo a nutricionista, a falta de algum desses elementos é prejudicial, a médio e a longo prazo, uma vez que o corpo terá de recorrer a estoques naturais para compensar a deficiência.

Mas quanto cada pessoa deve comer no almoço? "Não dá para estipular uma quantidade exata, ou uma regra comum. A medida varia de acordo com biótipo, o sexo e a fase da vida da pessoa", responde Rita. Assim, cada um deve comer até se sentir quase saciado. No entanto, essa regra não pode ser levada ao pé da letra. Uma pessoa obesa, por exemplo, vai precisar de uma quantidade maior de comida para chegar a esse ponto.

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