Você tem medo de quê? Médicos explicam por que alguns de nós sentimos o coração disparar e as pernas ficarem trêmulas quando temos de andar de elevador, falar em público, tomar injeção...
Por André Bernardo
Sem motivo aparente
O que fazer quando a fobia não é motivada por trauma ou estresse? Quando não há, pelo menos aparentemente, um estopim ou algo parecido? Em alguns casos, a fobia parece, simplesmente, ter nascido com a pessoa. É o caso do analista de sistemas Joaquim Santana*, 44 anos, que até hoje não sabe explicar de onde vem a sua aversão por lugares fechados. Andar de ônibus? Raramente. Elevador? De jeito algum. "Certo dia, cheguei a uma entrevista de emprego, e quase caí para trás ao descobrir que o escritório ficava no 15° andar. Preferi subir de escada a correr o risco de ficar preso no elevador", admite.
Segundo estatísticas da Associação Americana de Psiquiatria, 25% da população mundial está sujeita a sofrer, pelo menos uma vez na vida, um súbito ataque de pânico provocado por uma fobia específica. Mas as fobias nunca vêm sozinhas. Ao se deparar com o obscuro objeto de seu medo, o fóbico costuma sentir rubor facial, formigamento nas mãos, transpiração intensa e dor no peito. Em bom português, é como se o coração fosse sair pela boca. Muitos relatam, inclusive, sensação iminente de desmaio.
"Quando você descobre que tem medo de um determinado objeto, e recua, esse medo só tende a aumentar. O que antes era um simples desconforto, começa a se transformar em tabu instransponível. Nestes casos, quanto mais cedo procurar ajuda, melhor", assegura Gama Filho.
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