Guia dos rins saudáveis é possível proteger este importante órgão e garantir mais saúde.
POR ANDRÉ BERNARDO
PEDRAS NOS RINS
Mas não são todas as doenças renais que provocam insuficiência renal. Se algumas delas são crônicas como a hipertensão e o diabetes, outras podem ser agudas. Um bom exemplo disso são os cálculos renais. Mais popularmente conhecidos como "pedras nos rins", resultam do acúmulo de cristais na urina. "O cálculo renal é mais frequente do que a gente pensa. Em países tropicais, como o Brasil, onde a população se desidrata com facilidade, o percentual de portadores de pedras nos rins pode chegar a 10%", afirma Jocemir Lugon.
Para os especialistas, as pessoas que consomem sal em excesso, ingerem alimentos ricos em proteína animal e, principalmente, bebem pouca água são as mais propensas a sofrer de litíase renal - nome dado à formação de cálculos renais. E, neste caso, sofrer não é uma força de expressão. Na maioria dos casos, os episódios de cólica renal são abruptos e muito dolorosos. "A cada dez pessoas, pelo menos uma vai sofrer de cólica de rim ao longo da vida. E a dor da cólica renal é uma das piores que existem. É comparável à dor do infarto ou, então, à do parto", afirma Eloísio Alexsandro da Silva.
Segundo Jocemir Lugon, o tratamento para cálculos renais pode ser tanto clínico quanto cirúrgico. "Alguns cálculos podem ser dissolvidos pela ingestão de medicamentos. Outros, no entanto, só por intermédio de procedimentos endoscópicos", pondera o nefrologista. Se alguns cálculos são pequenos, quase microscópicos, outros podem medir até inacreditáveis 5 centímetros de diâmetro. E mais: as chances de uma pessoa que tem ou já teve cálculo renal voltar a desenvolver o problema é de 50%. Ou seja, na dúvida, é importante visitar o especialista regularmente para prevenir novas dores de cabeça. E de cálculos renais também.
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